Pular para o conteúdo principal

Spotify dá destaque a música gospel brasileira

O gospel brasileiro sempre foi considerado um fenômeno mercadológico – inclusive no período mais crítico da indústria musical. Isso chamou a atenção das majors, que até então não tinham interesse no seguimento. Ao longo do tempo, com investimento e mudança de visão, o gospel se profissionalizou e equiparou-se aos demais gêneros. A entrada e adaptação ao ambiente digital foi demorada. Mas esse delay vem sendo reajustado aos
poucos.


Observando o crescimento do consumo de música evangélica no streaming, o Spotify abriu de vez as portas para o seguimento. O primeiro passo foi contratar um profissional especialista no assunto. O rapper e produtor Éliton Nascimento foi quem assumiu o cargo de gerente de Marketing de Artistas e Gravadoras de Música Cristã no Brasil. Já na sua segunda ação, a plataforma realizou, em São Paulo, o evento “Música & Essência” para criar uma aproximação com artistas, gravadoras, criadores e produtores musicais.

No encontro, Roberta Pate, diretora de Relacionamento entre Artistas e Gravadoras do Spotify na América Latina, apresentou dados do consumo de gospel nos últimos quatro anos (de 2015 a 2019). De acordo com o relatório, o crescimento médio anual no BR foi de 44.1%. Com quase 1 milhão de seguidores, a playlist Sucessos Gospel é uma das cinco mais ouvidas do Spotify no país. A Louvor & Adoração, com quase 500 mil seguidores, e Mulheres do Gospel, que reúne grandes talentos da voz feminina, são algumas das listas que estão no hub 100% dedicado à música cristã. Os 10 artistas mais ouvidos são Fernandinho, Aline Barros, Diante do Trono, Bruna Karla, Fernanda Brum, Cassiane, Paulo Cesar Baruk, Gerson Rufino, Gabriela Rocha e Davi Sacer.

Para mostrar todas as possibilidades de promover e divulgar o trabalho artístico dentro do serviço, os participantes também tiveram a possibilidade de saber um pouco mais sobre podcast com Javier Piñol, diretor do Spotify Studios na América Latina, e uma aula com o Éliton sobre promoção, estratégia artística e utilização do Spotify for Artists.

Ao final, Cristina Xisto (MK), Maurício Soares (Sony Music), Nelson Tristão (Onimusic), Renata Cenizio (Universal Christian Music) e Renan Eloi (ONErpm) participaram de um painel de perguntas e respostas sobre a imersão do Spotify na música gospel. No próximo ano, a meta é expandir as operações para as regiões Norte, Nordeste, Cento-oeste e Sul, e consolidar a cultura de podcasts entre os ouvintes e produtores cristãos. 


Fonte: Gospel Beat

Rappers cristãos cearenses como; Asseis, Joel Santo Rap, Nildo Gueto, Nova Rima, MANO e Profecia na Rima, também tem seus respectivos trabalhos no Spotify.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O rap cearense está de luto; morre Daniel Jogueiro (Ex-Sertão Rap)

O hip hop cearense está de luto,  Daniel Lima , de 36 anos, mais conhecido na cena cultural como ''Daniel Jogueiro'' , ex-integrante do grupo Sertão Rap (um dos grupos de rap mais antigos do nordeste, criado em 1993) , e com atuação reconhecida no movimento hip hop do estado do Ceará,  faleceu neste fim de semana, em uma unidade médica da cidade de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza. Segundo informações de amigos, o rapper tentou atendimento em um posto de saúde do bairro Santo Sátiro, mas não havia médicos disponíveis, o que pode ter agravado a situação de Daniel, que após a tentativa frustrada, deu entrada no Hospital de Macaranaú, no centro da cidade, onde infelizmente faleceu. A causa da morte foi dada como Covid-19, Daniel estava acima do peso, mas nos ultimos meses se dedicava a atividades físicas, não há informações que podem afirmar que a obesidade colaborou para a atuação do virus em seu organismo. Jogueiro, apesar de não fazer mais parte do Sertão Ra...

O rapper Trip Lee luta contra a fadiga crônica e encontra força em Jesus

Por Jordan Sheppard No meio do seu segundo ano na faculdade, Trip Lee foi atingido por exaustão que o levou a dormir 18 horas por dia. Ele começou a falhar em toda a sua carga acadêmica. Depois de ver muitos médicos, descobriram que ele sofria de síndrome da fadiga crônica, um misterioso distúrbio debilitante que afeta um milhão de americanos. Em última análise, ele abandonou a faculdade. Apesar dos altos e baixos de sua condição, Trip Lee conseguiu criar seis álbuns de rap, pastorear uma igreja em Atlanta, escrever um livro, fazer uma turnê e ainda ter tempo para sua esposa e dois filhos. Famoso pelo rap, Trip Lee se chama 95% pregador. A fadiga “é a parte mais difícil de todas as áreas da minha vida”, disse ele à revista Parle. “É a parte mais difícil do meu casamento, é a parte mais difícil da minha música, a parte mais difícil do pastoreio, tudo.” Nascido William Lee Barefield III, Trip cresceu em uma família próspera em uma parte de Dallas, onde todos disseram que eram cr...

EMITHIR

Mc cristão da cena do rap cearense. Começou a escrever suas primeiras rimas por volta de 10, 11 anos de idade, já sonhando em um dia ter uma banda com seus amigos. Na época, ouvinte de Pitty e Linkin Park. Em 2010, após o lançamento do disco “Recovery” do Eminem, foi introduzido à cultura hiphop norte-americana, mas poucos meses depois, por meio do trabalho de Projota, Emicida e Rashid, inseriu-se por completo no rap nacional. Em agosto de 2012 lançou seu primeiro trabalho autoral. Ainda sem o vulgo “Emithir” (Apenas como “Thiago Belo”), o EP “Primeiro Passo” continha 6 faixas que falavam sobre vida, política e amor. Não houve impressão de CDs físicos, apenas alguns downloads no Facebook. Após ver que a concretização do material era possível, em agosto de 2013 lançou outro trabalho, trazendo um nível mais profissional em seu material. O Disco “Compreendendo Sonhos” , ainda como “Thiago Belo”, teve uma tiragem de 200 cópias, mas as 14 faixas do álbum abriram muitas portas para que...